UMA VISÃO DO BUDISMO SOBRE O LIVRE ARBÍTRIO

Além do Determinismo e do Indeterminismo

Texto de Alan Wallace
Determinismo e Indeterminismo, Antigo e ModernoA diversidade dos conceitos Indianos em relação à causalidade, na época de Buda era típica do pluralismo filosófico mais amplo que marcou esta sociedade, tanto quanto o nosso mundo hoje, e as respostas novas do Buda àqueles conceitos, permanecem sempre intelectualmente desafiadoras e pragmaticamente estimulantes. Então, como agora, os filósofos tendiam a cair em um ou dois campos garais, do determinismo e do indeterminismo. Entre as primeiras, alguns declaravam que todas as experiências agradáveis, desagradáveis ou neutras, se devem ou ao Karma passado (pubbe kata-hetu), ou à vontade de Deus (Issara-nimmana-hetu). Os Ajivikas mantinham a doutrina fatalista que todas as ações são pré-determinadas pela força externa do destino (niyati), sobre as quais as pessoas não têm controle.Esta visão coincide rigorosamente com a visão determinista moderna de que há a qualquer instante, exatamente um futuro possível fisicamente. Isto implica, por exemplo, que a precisa condição do universo, um segundo após o Big Bang casualmente bastou para produzir o assassinato de John F. Kennedy, em 1963. Buda rejeitou todas estas visões fatalistas em relação à ação e experiência humana.Outras antigas escolas filosóficas Indianas rejeitaram o determinismo em favor da visão de que todas as experiências ocorrem como resultado do puro acaso, sem causas ou condições anteriores (ahetu-appaccaya). Em alguns aspectos, esta visão se confronta com a de alguns partidários contemporâneos da doutrina do livre arbítrio que argumentam que o indeterminismo demonstrado pela mecânica quântica ao nível sub-atômico, se transfere para o mundo cotidiano da experiência humana sob várias condições especificáveis. Para que os seres humanos sejam a fonte primordial de nossas decisões, de modo que sejamos verdadeira e moralmente responsáveis, eles insistem, não pode haver quaisquer influências anteriores que sejam capazes de determinar as nossas ações subseqüentes.Em resposta a todas as visões acima, Buda rejeitou com bases pragmáticas, qualquer teoria que enfraquecesse o senso da responsabilidade moral. Por um lado, ele rejeitou o determinismo como "inércia" sustentadora (akiriya) - se alguém não é responsável pelas suas ações, a vontade de agir de um modo saudável, e não de um modo não benéfico, é reprimida. Por outro lado, ele rejeitou o indeterminismo quando declara que todas as experiências e eventos surgem devido ao puro acaso, sem depender de quaisquer causas ou condição (ahetu-appaccaya).Além disto, ele concluiu com bases empíricas e racionais que não há eu autônomo que exista à parte, e controle o corpo e a mente, e ele igualmente negou a existência de tal eu entre os agregados psicológicos. Ao tomar esta posição, ele refutou todas as noções do eu como uma causa (motivo) inalterada, como um agente que causa determinados eventos, sem que nada o leve a tomar as suas decisões. Assim, o sentido de que cada um de nós é um sujeito autônomo, não físico que exercita o controle fundamental sobre o corpo e a mente sem ser influenciado por condições anteriores físicas ou psicológicas, é uma ilusão.Vontade e Ação no Budismo InicialÀ primeira vista, esta posição Budista pode parecer idêntica a de determinados cientistas cognitivos contemporâneos e filósofos da mente. Por exemplo, neste livro "A Ilusão da Vontade Consciente", o psicólogo Daniel M. Wegner escreve: "Parece com cada um de nós que temos vontade consciente. Parece que temos eus. Parece que temos mentes. Parece que somos agentes. Parece que causamos o que fazemos... é sensato e basicamente certo chamar a tudo isto de ilusão." Em lugar algum do cérebro, os neurocientistas encontram qualquer centro de controle que pudesse servir como o correlato neural de um eu autônomo, nem encontram qualquer evidência de um eu independente que influencie as funções cerebrais. Ao contrário, o cérebro parece funcionar de acordo com os seus próprios mecanismos internos, sem nenhum eu independente agindo como um rei, presidindo, governando e avaliando as atividades do cérebro. De acordo com esta visão materialista, todas as influências causais nos processos mentais, ocorrem no complexo maquinismo do cérebro, além do âmbito da consciência introspectiva.Mas estas aparentes semelhanças ocultam incompatibilidades fundamentais entre o Budismo e o materialismo científico. Considerando que muitos materialistas acreditam que as atividades do cérebro precedem e geram todos os processos mentais e que aqueles próprios processos consistem de atividade cerebral, Buda declarou: "Todos os fenômenos são precedidos pela mente, emitidos da mente, e consistem da mente." Basicamente a esta ênfase Budista, da prioridade da mente, em relação ao comportamento, está o papel do fator mental da vontade, ou propósito (cetana), que determina quais ações têm conseqüências morais. Realmente, Buda comparou virtualmente a vontade com o Karma, quando ele declarou: "É a vontade, ó monges, que eu chamo de Karma; tendo desejado, se age através do corpo, da palavra ou da mente."Somente as ações voluntárias produzem resultados Kármicos, e a magnitude das conseqüências morais das ações de alguém, corresponde diretamente ao grau do equilíbrio mental, da inteligência e da compreensão. Assim, as conseqüências morais das ações de uma pessoa que esteja intoxicada (embriagada), perturbada, ou com lesão cerebral, são relativamente leves, enquanto aquelas de uma pessoa de mente sã e com clara compreensão, são relativamente pesadas. Isto corresponde rigorosamente aos princípios modernos da jurisprudência. Além disto, é incorreto pensar que o Karma anterior determina todas as experiências e sentimentos de alguém. Embora todos os sentimentos que surgem junto com a consciência inicial dos estímulos sensoriais, sejam o resultado do Karma passado, os sentimentos que surgem em seguida a tais estímulos, não são predeterminados pelo Karma passado, mas são o resultado do Karma recente, associados ao modo que se responde àqueles estímulos. E assim, os atos da vontade são condicionados tanto por influências anteriores, assim como por outros fatores, tais como a qualidade da consciência, que sejam simultâneos com ela. Neste sentido, o Budismo defende uma meio do livre arbítrio, à medida que se possa refletir nas opções da pessoa e decidir o melhor curso de ação em termos de sua conveniência moral.Determinismo e Responsabilidade MoralAlguns cientistas e filósofos contemporâneos afirmam que o determinismo - definido como a visão de que há em qualquer instante exatamente um possível futuro - é compatível com a responsabilidade moral. Daniel Wegner, por exemplo, argumenta que as nossas ações são completamente determinadas pela atividade cerebral, anterior à experiência consciente de tomar decisões, de modo que a consciência não faça nada realmente. Por esta razão, a vontade consciente é uma ilusão, mas é, contudo, o guia da pessoa para a sua própria responsabilidade moral pela ação, e a ação moral é absolutamente real. Mas ele deixa de fornecer qualquer explicação convincente de como algo que é uma ilusão e não faz nada, possa ser responsável pela ação moral. Deveria também ser notado que em sua premissa fundamental de que a vontade consciente é um epifenômeno, a ilusão ineficaz foi científica e filosoficamente mostrada como inconclusiva.O filósofo Daniel C. Dennett assume uma posição virtualmente idêntica, e os seus argumentos se defrontam com este mesmo dilema fundamental. Por um lado, ele declara que cada ser humano, nada mais é do que um conjunto de cem trilhões de células, cada uma delas, um mecanismo cuidadoso, um micro-robô basicamente autônomo, funcionando em estrito acordo com as leis da física e da biologia. Por outro lado, ele escreve: "A liberdade Humana não é uma ilusão; é um fenômeno objetivo, distinto de todas as outras condições biológicas e encontradas em apenas uma espécie: nós. Em uma série de argumentos, elaborada, porém fundamentalmente plausível, ele tenta afirmar a existência de "agentes humanos autônomos", que exercitam o livre arbítrio como a sua habilidade de controlar a ação, sempre que não há restrições, coerções, ou compulsões que limitem o seu comportamento. Entretanto, em lugar algum ele fornece qualquer argumento atrativo para a existência de um agente humano, ou entre, ou à parte dos robôs atentos que criam totalmente um organismo humano.Aqueles que argumentam uma "compatibilidade" entre o determinismo e a responsabilidade moral, parecem ser movidos por motivos independentes. Intelectualmente, eles se persuadiram que a totalidade da existência humana, e até a realidade como um todo, pode ser inteiramente explicada em termos de categorias humanas da física e da biologia.Esta é a base para o seu determinismo. Mas eles sentem também uma imperiosidade psicológica em afirmar a responsabilidade moral, sem a qual a civilização humana é virtualmente inconcebível.Presos nos tentáculos deste dilema, eles são forçados a introduzir ilegitimamente, a moralidade e o propósito nas atividades deterministas dos átomos e das células, o que é injustificado por tudo o que atualmente conhecemos de física e biologia. Este enigma faz a má ciência e a má filosofia.Como notado anteriormente, de acordo com o determinismo materialista, baseado na física clássica, a condição precisa do universo logo após o Big Bang, bastou para produzir o assassinato de John F. Kennedy, em 1963, o que implica que Lee Harvey Oswald era uma engrenagem passiva no maquinismo determinista do mundo físico. Desde que as suas ações foram predestinadas bilhões de anos antes que ele as cometesse, é absurdo falar dele como tendo qualquer tipo de livre arbítrio, e é irracional afirmar que ele era moralmente responsável por suas ações.Alguns estudiosos Budistas contemporâneos, enquanto evitam o materialismo, defendem a compatibilidade entre o determinismo e a responsabilidade moral, citando o princípio Budista: "Quando isto existe, isto vem a ser, com o aparecimento disto, isto surge." Se o universo é determinista, de acordo com a causalidade puramente física (materialismo), ou de acordo com a causalidade mente-matéria (Budismo), é ainda determinista, implicando que o presente é completamente condicionado e determinado pelo passado. Se isto é verdade, então Lee Harvey Oswald não tinha mais uma escolha de matar ou não matar John F. Kennedy no mundo, de acordo com o Budismo, do que ele tinha no mundo de acordo com o materialismo. Se a qualquer instante há exatamente um futuro fisicamente possível, como o determinismo mantém, então o presente é absolutamente predeterminado pelo passado. Isto não oferece nenhum espaço para qualquer tipo de liberdade ou responsabilidade moral.Como notado anteriormente, Buda rejeitou qualquer teoria - seja determinista ou indeterminista - que enfraqueça nosso sentido de responsabilidade moral e a nossa inspiração para abandonar os vícios e cultivar a virtude. As relações causais entre as ações e as suas conseqüências morais, são tão complexas e sutis, que elas não podem ser plenamente compreendidas pela mente conceitual. Assim, é vital não se imobilizar pela falta atual de compreensão decisiva da análise racional científica ou filosófica ao afirmar a existência da responsabilidade moral. A coisa importante é reconhecer primeiro aqui e agora, os inúmeros modos nos quais não somos livres em fazer escolhas sábias e seguir cursos de ação que sejam verdadeiramente benéficos ao nosso próprio bem estar e ao de outros, e então nos devotarmos ao cultivo de tal liberdade.O Ideal Budista da LiberdadeConsiderando uma definição moderna de liberdade, como a capacidade de conquistar o que é de valor em uma série de circunstâncias, a tradição Budista enfatiza claramente que os seres sensíveis comuns não são livres, pois somos constrangidos por aflições mentais, tais como o desejo ardente, a hostilidade e a desilusão; e, à medida que conduzimos as nossas vidas sob o domínio destas aflições, nós permanecemos em sujeição de seu sofrimento resultante. Mas Buda colocou a hipótese verdadeiramente surpreendente de que o sofrimento e as suas causas internas, não são intrínsicas à mente, pois em cada ser existe uma dimensão "muito brilhante" (pabhassaram) de consciência que, ainda que velada por violações (profanações) casuais, pode ser revelada através da prática espiritual.Os comentários do Budista Theravada, identificam esta mente brilhante como " a razão de se tornar" naturalmente pura (bhavanga), o estado latente da mente que não está incluído entre os seis modos da consciência, isto é, os cinco sentidos físicos e então a consciência mental comum. A dimensão da consciência se manifesta no sono sem sonhos e na morte, e durante o estado desperto que a mente reverte momentaneamente a ela entre os períodos de engajamento com os seus objetos de cognição. Sob circunstâncias normais, geralmente não se tem um reconhecimento claro deste estado relativo de consciência, mas ele pode ser apreendido vivamente com a meditação, com a atenção estável e muito focada (samadhi), no qual a consciência é afastada de todos os objetos, sensoriais e mentais.Esta mente brilhante pode alternativamente ser compreendida como o estado incondicionado da consciência que está presente após um arhat, aquele que atingiu o nirvana, parte, para nunca mais renascer. Tal consciência que transcende os cinco agregados psicológicos, é considerada não manifesta (anidassanam), eterna e incondicionada. Desde que ela é incriada - não criada recentemente por causas anteriores - e não é a consciência de alguém ou de algo, a não ser de si mesma, ela já deve estar presente em cada ser sensitivo, antes da realização do nirvana. Este reino da consciência está além do âmbito da mente conceitual, assim a sua possível influência nas mentes de seres sensitivos comuns é inimaginável.Tal mente pura e transcendente, parece ser semelhante à natureza de Buda (buddha-dhatu), apresentado no Budismo Mahayana e à consciência pura (vidya rig pa), ensinada na Grande Perfeição. Esta dimensão primordial da consciência é considerada como a fonte mais profunda de nosso anseio pela felicidade e liberação, e isto pode ser a principal base da liberdade para todos os seres. Mas desde que a sua natureza transcende o domínio da mente racional, conceitual, ela não se presta a uma análise racional, e o seu modo de impactar a mente e o resto do mundo natural, do mesmo modo se encontra além do reino da filosofia. Ela pode ser conhecida diretamente através da consciência não dual, mas não pode ser um objeto do intelecto.O caminho da prática espiritual pode ser ligado ao processo de refinar o minério de ouro que está contaminado por impurezas. O primeiro passo neste caminho é cultivar um modo de vida saudável, evitando o comportamento que seja prejudicial ao bem estar próprio e dos outros. Nesta base da ética, se procede a equilibrar a mente através do cultivo da atenção focalizada, pois, como o Indiano Bodhisattva Santideva advertiu: "uma pessoa cuja mente é distraída vive entre as garras das aflições mentais". Quando a mente está sujeita aos desequilíbrios da atenção, tais como a lassidão e a excitação, é como se o sistema imunológico e psicológico de alguém, estivesse debilitado, e assim todos os tipos de problemas mentais podem facilmente oprimi-lo.O cultivo da atenção focalizada tem um significado direto e importante na moralidade e na liberdade da vontade. William James declarou em relação a isto: "No que um ato moral consiste quando reduzido a sua forma mais simples e elementar?"... ele consiste no esforço da atenção pelo qual nós nos apegamos a uma idéia, apesar de que este esforço de atenção seria expulso da mente por outras tendências psicológicas que estão lá". E o filósofo Francês Charles Renouvier, muito admirado por James, definiu o livre arbítrio como o suporte de um pensamento, porque se escolhe quando se poderia ter outros pensamentos.Com o desenvolvimento da atenção sustentada, ativa, a consciência pode estar introspectivamente focalizada nos próprios sentimentos, desejos, pensamentos e intenções, enquanto elessurgem de momento a momento. Como o Indiano Nagasena ensinou ao Rei Milinda, a prática Budista da atenção requer dirigir a atenção para tendências benéficas e não benéficas, e as reconhecendo como tais, de modo que se possa cultivar as primeiras e rejeitar as últimas. Tal consciência discernente, metacognitiva, permite a possibilidade de escolher livremente se permite ou não um desejo que conduza ou permita uma intenção que resulte em ação verbal ou física. Resumindo, a liberdade da vontade depende da habilidade de reconhecer os vários impulsos que surgem involuntariamente na mente e escolher entre eles, aceitar ou rejeitar.Sem tal monitoramento interno dos estados e processos mentais, a mente cai sob o domínio do condicionamento prejudicial, habitual, com a atenção se focalizando compulsivamente em fenômenos atrativos (subha-nimitta), por meio disto, reforçando o desejo ardente, e em fenômenos desagradáveis (patigha-nimitta), por meio disto reforçando a hostilidade. Tal atenção mal orientada está também propensa a levar alguém a perceber como permanente o que é impermanente, como satisfatório o que é insatisfatório, e como um eu, o que é não eu. Para superar tais modos ilusórios de perceber a realidade, deve-se acrescentar ao cultivo da quietude meditativa (samatha), o desenvolvimento do insight (vipassana), através da aplicação rigorosa da atenção (satipatthana) ao corpo, aos sentimentos, à mente e aos fenômenos. Somente através da unificação da quietude meditativa e do insight, se pode adquirir completa liberdade das aflições mentais e do seu sofrimento resultante, revelando assim a pureza inata da mente brilhante.O Caminho do Meio Além do Determinismo e do IndeterminismoDeve-se devotar a si mesmo ao caminho da liberdade do sofrimento e suas causas, sem saber se se pode realmente exercitar a liberdade da vontade que não esteja totalmente determinada por circunstâncias anteriores. Entretanto, pode ser útil ter uma hipótese operacional para o livre arbítrio ser realizado. Um dos principais pontos intrigantes para qualquer afirmação Budista do livre arbítrio é a natureza do eu, ou agente, que o possui. Nós já notamos que nenhum eu autônomo, controlador, pode ser encontrado ou entre ou à parte dos processos dinâmicos e constituintes do corpo e da mente; e esta é a base para a afirmação Budista do "não eu".O mesmo tipo de análise que é aplicado ao eu pode ser igualmente aplicado a todos os outros fenômenos. Por exemplo, Buda afirmou que uma carruagem, como o eu, não existe como uma coisa substancial, independente dos seus componentes individuais. Ele não é equivalente a qualquer uma de suas partes individuais, nem a coleção inteira destas partes, constitui uma carruagem. O termo carruagem é algo designado a uma reunião de partes, nenhuma das quais, ou individualmente ou coletivamente, é uma carruagem. A carruagem vem à existência somente quando o rótulo carruagem é designado com base destas partes. Do mesmo modo, o termo EU é designado do corpo e da mente, o que não é, por si mesmos, um verdadeiro eu. "EU" vem à existência somente quando eu sou conceitualmente designado como tal. Quando a maior parte de nós usa estes conceitos e convenções, incluindo as palavras EU e MEU, nós compreendemos estes referentes destes rótulos como sendo reais, independentes de nossas projeções conceituais; e esta é a parte ilusória para todas as aflições mentais, tais como o desejo e a hostilidade. Aqueles que estão livres da ilusão ainda usam estes conceitos e palavras, mas eles não são enganados por eles.Tal análise ontológica pode ser aplicada ao corpo e à mente e todas as suas partes constituintes, do mesmo modo que é aplicada ao eu, de modo que o eu não é menos real do que qualquer outro fenômeno. Portanto, assim como podemos falar significativamente de uma carruagem realizando determinadas funções, assim podemos nos referir ao eu como um agente que toma decisões e se engaja em atividades voluntárias. Mas o desafio do determinismo permanece: Se todas as decisões e ações no momento presente são determinadas completamente por causas e condições anteriores - sejam elas físicas ou mentais - como pode qualquer tipo de livre arbítrio ser pressuposto?Como eu propus anteriormente, a definição de determinismo não permite tal liberdade. O fatalismo é a implicação inevitável do determinismo, tão certamente como eventos posteriores são inevitavelmente determinados por condições anteriores de acordo com o determinismo. Por outro lado, enquanto alguns filósofos observam o indeterminismo da física quântica como uma saída do fatalismo, é difícil ver como esta estratégia permite uma cena clara e coerente de um agente humano, exercitando o livre arbítrio. A maior parte das interpretações, tanto de determinismo, quanto do indeterminismo, está baseada em hipóteses do realismo metafísico, isto é, que o mundo consiste de objetos independentes da mente; há exatamente uma descrição verdadeira e completa do modo que é o mundo; e a verdade envolve algum tipo de correspondência entre o mundo independentemente existente e uma descrição dele.O Caminho do Meio (Madhyamaka), proposto por Nagarjuna, constitui uma rejeição expressa da reificação (atitude que consiste em tratar conceitos abstratos como se fossem reais ou objetivos), do tempo e da causalidade, que forma a base da maior parte das versões do realismo metafísico. Todos os fenômenos causamente condicionados surgem de acordo com um processo de criação dependente (pratitya-samutpada), em dependência de três fatores: 1 - causas anteriores, 2 - suas próprias partes e atributos constituintes, e 3 - designação conceitual. Uma carruagem, por exemplo, surge em dependência de 1 - dos materiais que foram usados para fazê-la e do trabalho do carpinteiro, ao construí-la; 2 - de seus componentes individuais, e 3 - da designação conceitual de "carruagem' que é imputada a esta reunião de partes. O primeiro modo de dependência, requer causas e condições anteriores, resultando em um produto subseqüente. A dependência da carruagem de suas partes, é simultânea: o todo e as partes existem simultaneamente. E a carruagem como uma entidade designada, vem à existência simultaneamente com a sua designação conceitual como tal.Para todos os fenômenos, a base da designação nunca é idêntica ao objeto que está imputado nesta base. Para usar o mesmo exemplo, uma carruagem é formada de seus chassis, rodas, eixos e cabo, mas nenhuma destas partes - seja individualmente ou coletivamente - constitui uma carruagem. A carruagem como um todo vem à existência simultaneamente com a imputação deste rótulo nestas partes, mas elas poderiam ter sido designadas de outro modo. O que isto implica é que as entidades que compõem o mundo em que vivemos, surgem em dependência de nossas designações conceituais, e aquelas designações são predeterminadas por causas e condições anteriores. Há liberdade no momento presente de visualizar o mundo de acordo com diferentes estruturas conceituais, e é onde o livre arbítrio pode entrar em nossa experiência. Ao mudarmos o nosso modo de criar os fenômenos (manifestações) e dar sentido a eles, dentro de nossa estrutura cognitiva, nós alteramos a natureza do mundo, como ele surge de momento a momento, relativo ao nosso modo de percebê-lo.A relatividade de todos os fenômenos com respeito à estrutura de referência cognitiva dos quais eles são vivenciados, é colocada em uso em muitas práticas Budistas, a fim de superar as aflições mentais e cultivar estados mentais e comportamento sadios. O gênero do Budista Tibetano de "treinamento da mente" (blo sbyong), é explicitamente designado para ajudar a transformar todas as circunstâncias, venturosas e adversas, de modo que elas surjam como auxílios para o crescimento e a maturação espiritual. Ao designar conceitualmente os eventos de modos que apóiem mais a virtude do que as aflições mentais habituais, se altera o mundo em que se vive; e isto constitui uma liberdade fundamental da escolha.De acordo com o Caminho do Meio, mesmo o próprio tempo não tem nenhuma natureza inerente por si mesmo, independente de designação conceitual. Enquanto os eventos passados certamente influenciam o presente, o modo com que agora designamos o passado, determina também como ele surge para nós, relativo a nossa presente estrutura de referência cognitiva. Obviamente, há uma assimetria entre o passado e o presente, de acordo com o Budismo, assim como a física moderna. Nós podemos pensar como percebemos um pedaço de fruta podre, mas isto não reverterá o processo de decomposição. Mais geralmente, nós não podemos mudar o passado, pois ele existe independentemente de nossos modos de percepção e concepção. Mas nós podemos mudá-lo, relativo as nossas estruturas cognitivas de referência, e de acordo com o Caminho do Meio, não há passado, presente ou futuro, independente de tais estruturas de referência. E assim o passado pode nos causar um impacto de inúmeros modos, dependendo da maneira na qual nós o designamos conceitualmente no presente. Ao designarmos os fenômenos que se originam do passado de modos diferentes, a natureza dos eventos passados, muda correspondentemente, relacionada a estes modos atuais de designação.Evocando uma analogia na física moderna, o físico Eugene Wigner, comentou: "Nós não conhecemos qualquer fenômeno, no qual um sujeito seja influenciado por outro sem exercer uma influência neste". Ao concretizarmos o tempo, nós assumimos que o passado influencia o presente, mas não é influenciado pelo presente; e que o presente influencia o futuro, mas não é influenciado por ele. Tal influência unilateral vai contra a natureza da atual compreensão científica do mundo físico. A visão de Madhyamaka nega a existência inerente de todos os três tempos, apoiando a visão de que todos eles podem influenciar uns aos outros, relativo à estrutura de referência da qual eles são designados.O físico John Archibald Wheeler explicou este princípio em termos de física quântica: "É errado pensar neste passado como "já existente", em todos os detalhes. O "passado" é teoria. O passado não tem existência, exceto quando registrado no presente. Ao decidirmos que questões o nosso equipamento de registros quânticos colocará no presente, nós temos uma escolha incontestável quanto ao que temos o direito de dizer sobre o passado". Por exemplo, os sistemas de medição usados pelos cosmólogos aqui e agora, desempenham um papel crucial ao realizar o que parece ter acontecido na evolução inicial do universo. Ele conclui: "Útil como é, sob circunstâncias comuns, dizer que o mundo existe "lá fora", independente de nós, esta visão não pode mais ser sustentada. Há um sentido estranho no qual este é um "universo de participação"".Mais recentemente, os físicos Stephen W. Hawking e Thomas Hertog propuseram que não há absolutamente nenhuma história objetiva do universo como ele existe independentemente de todos os sistemas de avaliação (medição) e modos de investigação conceitual. Ao invés disto, há muitas histórias possíveis, entre as quais os cientistas selecionam uma ou mais, baseadas em seus métodos específicos de investigação. De acordo com Hawking, cada versão possível do universo, existe simultaneamente em um estado de superposição quântica - mais como uma série de possibilidades do que como realidades concretas. Quando fazemos uma avaliação, nós selecionamos deste âmbito de possibilidades, um subconjunto de histórias que compartilhem as características específicas avaliadas. Para relacionar isto com o Caminho do Meio: Esta é uma expressão de nossa liberdade, escolher as bases de designação, nas quais podemos novamente escolher livremente, designar uma história do universo como o concebemos, baseados neste subconjunto de histórias. Deste modo, podemos exercitar o nosso livre arbítrio, não somente para estabelecer o nosso passado, mas também para estruturar o nosso presente e lançar as sementes de nosso futuro.A natureza vazia ou não inerente do tempo, é também incorporada na prática Vajrayana Budista, na qual se "assume a realização como o caminho" (bras bu lam 'khyer). Isto significa que, enquanto ainda se é um ser sensitivo não iluminado, se cultiva o "orgulho divino" (lha'i nga rgyal) de se considerar como o Buda, com base no Buda que se tornará no futuro. Do mesmo modo, se desenvolve a "percepção pura" (dag snang) de perceber todo o meio e todos os seus habitantes, como manifestações da consciência iluminada (dharmakaya), que é uma emulação (imitação) da percepção pura de um Buda. Deste modo, se retrata o poder transformador da iluminação futura no momento presente, com a compreensão de que o futuro não é inerentemente real e separado do presente. Com tal prática, baseada em uma compreensão do vazio e da natureza do Buda de todos os seres, se está livre para possibilitar o futuro de influenciar o presente.Outro modo de interpretar o cultivo do orgulho divino é identificar a natureza do próprio Buda, ou a consciência pura, como a base da designação para a própria identidade de alguém aqui e agora. As bases da designação da percepção comum da personalidade estão no corpo e mente atuais. Quando se refere a si mesmo como tendo vidas passadas e futuras, a base da designação para a identidade de alguém é a consciência, a qual, de acordo com a Grande Perfeição, proporciona a continuidade de uma vida para a seguinte. Quando se assume a identidade de um Buda, como na prática do orgulho divino, a base da designação para esta percepção do eu, é a própria natureza eterna do Buda. Na prática da Grande Perfeição, se baseia não conceitualmente nesta consciência pura, eterna, permitindo que as ações surjam espontaneamente e facilmente, estimuladas pela interação da própria sabedoria intuitiva e pelas necessidades dos seres sensitivos de momento a momento. Deste modo, se realiza um tipo de liberdade que transcende as demarcações do passado, presente e futuro. Como vimos, Buda rejeitava os extremos filosóficos, tanto do Determinismo quanto do Indeterminismo, e desencorajava os seus seguidores de aceitar qualquer percepção que pudesse debilitar a inspiração deles de se devotarem a uma vida ética, na busca da liberação. Em termos pragmáticos, como seres sensitivos comuns, nós não temos o livre arbítrio para alcançar o que é de valor dentro de nosso âmbito de circunstâncias, à medida que as nossas mentes são dominadas por aflições mentais. Mas Buda declarou que estas fontes de dependência não são inerentes a nossa existência, que elas podem ser dispersadas através da prática espiritual sustentada e hábil. O Caminho do Meio mostra como o livre arbítrio pode operar dentro do vínculo das relações causais através do tempo; os ensinamentos da natureza de Buda revelam a fonte primordial de nossa liberdade, e a tradição Vajrayana, incluindo a Grande Perfeição, demonstra como a liberdade implícita nos ensinamentos de como o Caminho do Meio e a natureza de Buda podem ser colocados plenamente em uso, na realização rápida (imediata) da liberação e da iluminação.

Tradução: Regina Drumond - reginamadrumond@yahoo.com.br

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Gaia e seus filhos ascenderão em vestimentas de luz, formando um LUMINOSO

CORPO DE LUZ E DE AMOR, para renascer em direção às estrelas. O CHAMADO MÍTICO


FOI EMITIDO. O grande desafio começou. DESPERTEM, GUERREIROS DO ARCO-ÍRIS,


MENSAGEIROS DO SOL, SERES LUMINOSOS DAS ALIANÇAS GALÁCTICAS, FEDERAÇÕES E CONCÍLIOS.


Antigos caminhantes do céu, graduados novamente neste momento, permaneçam na

beleza e no poder do amor de Gaia. Deixem de lado a desconfiança. Vocês são
filhos divinos do Sol, vão para onde seus corações os levem, a fim de compartilhar
seus grandes dons.


Entreguem-se à magia na Terra.

LEMBREM-SE DE QUE DANÇAMOS E CANTAMOS AQUI POR UM ÚNICO CORAÇÃO.

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O que é o Calendário da Paz?

Este é o calendário do Novo Tempo, também conhecido como o “Calendário da Paz”. É um calendário galáctico para toda a humanidade. Trata-se do instrumento para a sincronização galáctica do ser humano na sua freqüência natural conhecida como 13:20.

Ele é assim denominado porque, se você o seguir regularmente, pouco a pouco irá entrando em um processo de sincronicidade.

A conseqüência será que, com certeza, você passará a estar, com muito mais freqüência, no lugar certo, na hora certa, encontrando a pessoa certa e fazendo a coisa certa. E nem precisará de relógio para isso, pois o relógio biológico que existe em você, começará a funcionar.

A harmonia se instalará em sua vida e a paz, que sempre começa com cada um de nós, será uma realidade para você e contagiará outros. Pode ter certeza de que funciona. É só experimentar.

Fonte: www.calendariodapaz.com.br

CORTE DOS KINS

A “Corte dos Kins”, é uma reunião de todos os kins nos dias de tom cristal, o tom 12 da onda encantada - é a chamada reunião da “mesa redonda” - algo parecido com a Távola Redonda do Rei Artur.No “Encantamento do Sonho” e no calendário, estão as instruções a respeito e dizem o seguinte: “A corte dos kins é a mesa redonda convocada por qualquer kin planetário. O propósito de reunir qualquer grupo de kins planetários é determinar novas aventuras e ouvir os relatos das aventuras terminadas. Uma corte de kins pode ser convocada quando e onde um kin planetário o considerar necessário e apropriado. A assembléia da corte deve ocorrer, de forma ideal, num dia que tenha o tom 12, cristal, da onda encantada”.“Aventura é qualquer ação que leve a cabo o kin planetário para alcançar as metas da Nave do Tempo Terra 2013”.Na pág. 42 do livro “Encantamento do Sonho” há mais esclarecimentos: “CORTE DO KIN é qualquer reunião dos kins planetários convocada com o propósito de determinar e ouvir relatos de aventuras; ocorre no décimo segundo kin (cristal) de qualquer onda encantada”.As “cortes dos kins” devem ser organizadas pelos kins de uma das cinco famílias terrestres, da qual aparece no calendário, um dos selos, no dia de tom cristal da Onda Encantada.Na “corte dos kins” todos os kins devem ter a oportunidade de falar e é importante que quando um kin estiver falando, os demais prestem atenção e ajudem para que ele consiga expressar-se claramente. É interessante visualizar o chacra laríngeo do kin que estiver falando e mandar luz para aquela região do seu corpo a fim de que ele tenha facilidade de expressar-se.É importante que na “corte dos kins” sejam relatadas as experiências que cada um esteja vivendo no estudo e aplicação prática do calendário no “dia-a-dia” e especialmente as ações que estão empreendendo em favor da Nave do Tempo Terra 2013, ou seja, em favor da Mãe Terra, do Planeta e da Humanidade. Não é legal ficar preso a questões pessoais, fofocas ou outros assuntos que nada tenham a ver com aquele momento especial. É uma oportunidade de vivenciar o “aqui e agora”, de viver o tempo verdadeiro 13:20.Também é um momento apropriado para praticar alguma coisa do calendário: no início da corte, fazer a prece às sete direções galácticas, ler o kin do dia, visualizar o oráculo, ler o kin pessoal e estudar algum tema do calendário. É importante que todos os kins se apresentem e digam não só o seu nome tridimensional, como também e principalmente a sua assinatura galáctica, o seu kin pessoal.
"Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais. É nossa sabedoria, não nossa ignorância, o que mais nos apavora. Perguntamo-nos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, belo, talentoso, fabuloso?’ Na verdade, por que você não seria? Você é um filho de Deus. Seu medo não serve ao mundo. Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas não se sintam inseguras perto de você. Nascemos para expressar a glória de Deus que há em nós. Ela não está em apenas alguns de nós; está em todas as pessoas. E quando deixamos que essa nossa luz brilhe, inconscientemente permitimos que outras pessoas façam o mesmo. Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença automaticamente liberta as outras pessoas”. (Nelson Mandela)

CÓDIGO de ÉTICA dos ÍNDIOS Norte-Americanos

Levante-se com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O GRANDE ESPÍRITO o escutará, se você ao menos, falar!
Seja TOLERANTE com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles reencontrem o caminho do Grande Espírito.Procure conhecer-se, por si mesmo.
Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua! Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você!
Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os com o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.
Não tome que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não lhe foi dado, não é seu!Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.
RESPEITE os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem os ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.
Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no Universo, voltará multiplicada PARA VOCÊ!Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados. Pensamentos maus causam doenças na mente, no corpo e no espírito. Pratique o otimismo! A NATUREZA NÃO É PARA NÓS, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa FAMÍLIA TERRENAL.As CRIANÇAS são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e regue com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que continuem CRESCENDO!
Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará à você. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do Universo.Mantenha-se equilibrado. Seu corpo Espiritual, seu corpo Mental, seu corpo Emocional e seu corpo Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu corpo Físico para fortalecer o seu corpo Mental. Enriqueça o seu corpo Espiritual para curar o seu corpo Emocional.Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros. Respeite outras crenças religiosas. Não force as suas crenças sobre os outros.Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.CONSELHO INDÍGENA INTER-TRIBAL NORTE- AMERICANO

Dez Apontamentos para a Paz

Livro: Mentores e Seareiros
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

1º. Aprenda a desculpar infinitamente para que os seus erros, à frente dos outros, sejam esquecidos e perdoados.

2º. Cale-se, diante do escárnio e da ofensa, sustentando o silêncio edificante, capaz de ambientar-lhe a palavra fraterna em momento oportuno.

3º. Não cultive desafetos, recordando que a aversão por determinada criatura é, quase sempre, o resultado da aversão que lhe impuseste.

4º. Não permita que o egoísmo e a vaidade, o orgulho e a discórdia se enraízem no seu coração, lembrando que toda a idéia de superestimação dos próprios valores é adubo nos espinheiros da irritação e do ódio.

5º. Perante o companheiro que se rendeu às tentações de natureza inferior, deixe que a compaixão lhe ilumine os pontos de vista, pensando que, em outras circunstâncias, poderia você ocupar-lhe a indesejável situação e o lugar triste.

6º. Não erga a sua voz demasiado e nem tempere a sua frase com fel para que a sua palavra não envenene as chagas do próximo.

7º. Levante-se, cada dia, com a disposição de ser sem a preocupação de ser servido, de auxiliar sem retribuição e cooperar sem recompensa, para que a solidariedade espontânea te favoreça com os créditos e recursos da simpatia.

8º. Esqueça a calúnia e a maledicência, a perversidade e as aflições que lhe dilaceram a alma, entendendo nas dores e obstáculos do mundo as suas melhores oportunidades de redenção.

9º. Lembre-se de que os seus credores estão registrando a linguagem de seus exemplos e perdoar-lhe-ão as faltas e os débitos, à medida que você se fizer o benfeitor desinteressado de muitos.

10º. Não julgue que o serviço da paz seja mero problema de boca mas, sim, testemunho de amor e renúncia, regeneração e humildade da própria vida, porque, somente ao preço de nosso próprio suor, na obra do bem, é que conseguiremos reconciliar-nos, mais depressa, com os nossos adversários, segundo a lição do Senhor.

Madonna Oriflamma

Madonna Oriflamma

O poder da mulher

INFORMAÇÕES SOBRE A PINTURA – MADONA ORIFLAMA – 1932

Na iconologia de Röerich, as mulheres são propagadoras e guardiães da cultura e beleza universal, as que levantarão a Bandeira da Paz. “Mulheres, realmente vocês tecerão e desdobrarão a Bandeira da Paz”, escreveu ele. “Destemidamente vocês ascenderão para defender o aperfeiçoamento da vida. Vocês acenderão um belo fogo em cada lar que criar e o sustentará. Vocês dirão a primeira palavra sobre beleza. Vocês pronunciarão a palavra sagrada CULTURA”. Indubitavelmente a imagem que Röerich tem da mulher foi inspirada e influenciada por Helena Röerich, que devotou muitos dos seus escritos ao papel destinado às mulheres na Nova Era.

Numa carta escrita para um amigo em 1937 ela expressou com muita eloqüência a sua visão sobre este papel: “As mulheres devem acreditar que elas possuem toda a força e, no momento em que elas se despojarem dos condicionamentos impostos pela velha era no que concerne a sua aparente subjugação legal e inferioridade mental e se ocupar com uma educação diversificada, ela criará em cooperação com o homem, um mundo novo e melhor. Verdadeiramente é essencial que a própria mulher conteste a declaração desmerecida, indigna e de profunda ignorância sobre a sua receptividade passiva e conseqüentemente sua inabilidade para criar independentemente. Mas no cosmo interno não há elemento passivo. Na corrente da criação cada manifestação ocorre por turnos, se tornam relativamente ativo ou passivo, doador ou receptor. O Cosmos afirma a grandiosidade do Princípio criativo da mulher. A mulher é a personificação da natureza, e é a natureza que ensina ao homem e não o homem que ensina a natureza. Portanto, que toda a mulher acredite na excelência de sua origem e que elas se esforcem pela aquisição do conhecimento. Onde há conhecimento existe poder.

Nas lendas antigas eram atribuídas às mulheres os papeis de guardiães do conhecimento sagrado. Então, que elas também se lembrem de Eva a sua ancestral que foi difamada e caluniada e, que novamente dêem ouvidos a voz da intuição, não apenas comendo o fruto do conhecimento do bem e do mal, mas também plantem quantas árvores forem possíveis que produzam o fruto do conhecimento; e como outrora, quando ela privou Adão do seu estúpido e sem sentido estado de graça, deverá conduzi-lo para uma nova visão ainda mais vasta e ampla e para a majestosa batalha com o caos da ignorância pelos direitos divinos da mulher.

Os Discípulos da Hierarquia

Existem doze sinais por meio dos quais podemos reconhecer os que servem à Hierarquia Espiritual do Planeta.

1 - O primeiro sinal é a nobreza. Quem serve à Hierarquia é nobre em seus pensamentos, palavras e ações. É nobre em todos os seus relacionamentos.Obtemos nobreza quando vivemos segundo as regras e os princípios da Hierarquia, quando vivemos na presença do "Olho Vigilante". Uma pessoa nobre é solene, serena, auto-controlada, precisa, sábia e muito educada. Quando encontramos uma pessoa nobre, sabemos que está aqui, na Terra, para trazer beleza, bondade, verdade, alegria e liberdade.

2 - O segundo sinal de quem serve à Hierarquia - que pode viver entre nós, ou ser membro de nossa família, igreja ou corporação - é o esforço na procura da perfeição. Evidencia um trabalho em andamento para aperfeiçoar sua personalidade, sua criatividade, os relacionamentos e o conhecimento. Tenta continuamente melhorar seu estado de consciência. Ninguém que sirva à Hierarquia é preguiçoso. É tudo ritmo. É como uma corrente: está ritmicamente ativo.

3 - O terceiro sinal de quem serve à Hierarquia é sua atitude progressista. Pensa para o futuro. Planifica para o futuro, sem ignorar as circunstâncias passadas e as presentes. A visão do futuro o inspira para que planifique, decida e organize. Não está apegado a atitudes passadas. Não ignora os valores passados, mas procura sempre novos modos e meios para introduzir mais luz e amor e melhores relacionamentos em todos os âmbitos de atuação humana. Vive com o pensamento nos novos tempos. Não repete antigos hábitos, condutas e atitudes. Trata de criar algo novo que se adapte melhor à sua visão do futuro. Pode ser encontrado em qualquer campo, e nesse se eleva como o chamado do futuro. Exerce pressão moral sobre seu meio ambiente. Não força os demais, mas sua presença faz com que trabalhem e tratem de avançar para o futuro.

4 - O quarto sinal de quem serve à Hierarquia é a inclusividade. Não é separatista. Não nos referimos somente à discriminação racial. Uma pessoa inclusiva não só respeita a existência dos demais como também está aberta a novas idéias, novas visões e novo conhecimento, igualmente a novas maneiras de fazer as coisas, que se adequem melhor às metas.Não está cristalizada em suas crenças e tradições. Enfoca respeitosamente todas as tradições e opiniões, o mesmo para o trabalho, a cultura e as tradições dos demais, e vê beleza, significado, futuro e utilidade neles. A Hierarquia defende a todos, a todas as sendas de investigação, a toda experiência genuína. Todo conhecimento em qualquer campo é precioso para quem serve à Hierarquia. A Hierarquia advoga pela inclusividade. Quem serve à Hierarquia é como uma galinha que reúne os pintinhos debaixo de suas asas. Cada nação tem sua bela cultura. Quem serve à Hierarquia respeita todas as culturas. Não somente as respeita como também tenta compreendê-las, amá-las e desfrutá-las. A inclusividade é o esforço progressista para brindar unidade e síntese.

5 - O quinto sinal de quem serve à Hierarquia é a criatividade, criatividade em tudo: idéias, pensamentos, palavras, atitudes,artes, negócios e no lar. Em todos esses âmbitos e em outros, quem serve à Hierarquia manifesta criatividade. Criatividade significa construir os modos e os meios que possam satisfazer as crescentes necessidades da humanidade. Que possam expandir o sentido de beleza da humanidade. Essas pessoas não se contentam com o que são e com o que podem fazer. Avançam continuamente e procuram novas ideias, visões, inspirações, impressões e revelações. Tentam concretizar essas coisas em formas, atividades e relacionamentos novos para satisfazer as crescentes necessidades da humanidade e oferecer uma visão nova para a consciência humana em expansão.

6 - O sexto sinal de quem serve à Hierarquia é a honestidade. Sem honestidade não podemos conduzir, inspirar, criar confiança ou irradiar luz. Qualquer ação para explorar os seres humanos com idéias, propósitos ou atitudes cria horríveis consequências e enterra a causa. Ninguém pode denominar-se servidor da Hierarquia se não se graduou em honestidade na Escola da Vida. Um servidor da Hierarquia é honesto nas influências sobre os demais. Essa pessoa é honesta, não porque os outros sejam honestos ou desonestos, e sim porque sua natureza é sê-lo. A honestidade impõe harmonia e ritmo, e faz com que a Hierarquia influencie os âmbitos nos quais as pessoas honestas moram.

7 - O sétimo sinal de quem serve à Hierarquia é estar livre de preconceito. Quem serve à Hierarquia não tem a mente controlada pelo que aspessoas são, fazem ou dizem. Tem sua própria luz e funciona nela. Os pensamentos, palavras, ações e conduta dos demais não velam sua luz. Não permite que os demais o condicionem, pois não reage segundo as expectativas deles. Manifesta beleza, bondade, alegria e liberdade sem ser condicionado pelos que tentam lhe impor suas normas e estados de ânimo.Em sentido mais profundo, estar livre de preconceito significa estar livre para atuar sob a luz da beleza, da bondade, da justiça, da alegria e da inclusividade. Quem está livre de preconceito não prejudica a quem tenta lhe prejudicar, e sim o cuida mais. Tenta encontrar algum caminho para que este se ilumine, para que expanda sua consciência e tenta ajudá-lo para que se liberte das suas limitações. Isso é parte de seu serviço.

8 - O oitavo sinal de quem serve à Hierarquia é estar livre de vaidade e ego. Esses dois vícios andam juntos. Toda pessoa egoísta está cheia de vaidade. Em realidade, o ego é formado por imagens de vaidade. Quem serve à Hierarquia está livre de vaidade. Conhece-se exatamente como é. Sabe exatamente o que tem ou o que não tem. Sabe exatamente o que pode fazer e o que não pode. O ego põe medidas falsas ante teus olhos e na tua mente. Quem serve à Hierarquia serve aos demais e trata de salvá-los e elevá-los. Trata de fazer com que a gente volte a si. Nada o pode derrotar com obras próprias da obscuridade. Não poderá ser derrotado porque isso só pode ser feito quando existe vaidade e ego.

9 - O nono sinal de quem serve à Hierarquia é a retidão. A retidão é a substância com a que está constituído um servidor da Hierarquia. As pessoas pensam que a retidão é uma virtude que se aprende na infância, mas a verdadeira origem radica nas normas impressas em nossa Alma nos Mundos Sutis.A assimilação dos valores verdadeiros nos Mundos Sutis floresce como retidão nas encarnações terrenas. Não é fácil ensinar a alguém ser reto, mas quando tem experiência nos valores verdadeiros, é naturalmente reto. Os servidores da Hierarquia são retos em todos os seus pensamentos, expressões e relacionamentos porque conhecem a Lei de Carma e conhecem os princípios que dominam nos Mundos Sutis. Os Grandes não se auto-promovem. São reconhecidos pelos frutos. Os componentes da Hierarquia não pensam sobre eles mesmos como corpos, formas ou personalidades. Pensam sobre eles mesmos como ideias, direções, correntes de energia, virtudes ou luzes. As pessoas os denominam com muitos nomes. Mas eles não são nomes, quadros ou imagens. São princípios, fontes de beleza e guia, e visões do futuro. Nos seus estados reais, são como sinfonias, flechas de energia, pontes entre mundos, arco-íris entre margens. Se os limitamos em formas humanas e os convertemos apenas em imagens da debilidade humana, ou os tornamos tão abstratos que a imaginação humana não pode concebê-los, trabalhamos contra a obra que eles tentam realizar: construir uma ponte entre o que o homem é agora e o que pode vir a ser no futuro.

10 - O décimo sinal de quem serve à Hierarquia é a fidelidade à causa humana. Um servidor da Hierarquia tenta unir a humanidade e protegê-lade serpentes e coiotes. Cuida da sobrevivência da humanidade e sua perfeição futura. Cuida o planeta para que ele esteja sadio, para poder nutrirseus filhos. Sofre com os que sofrem nas mãos dos poderosos. Tenta inspirar neles o espírito da liberdade e a libertação. Para ele, não existe causa superior à causa da humanidade, e pode subordinar todos os seus interesses ao interesse mundial. Tais pessoas são extraordinárias. Podemos descobrir como aumenta seu número por todos os lugares.

11 - O décimo primeiro sinal de quem serve à Hierarquia é o sacrifício e o heroísmo. No trabalho mais insignificante, quem serve à Hierarquiaevidencia espírito abnegado, e em época de crise irradia espírito heróico. Evidencia coragem, intrepidez e audácia. Sacrifica seu tempo, seu dinheiro, suas propriedades e até sua vida.Vive uma vida perigosa, mas não é tolo. Não é descuidado. É cauto e extremamente cumpridor das normas. Sabe que a vida é perigosa, e também sabe que a senda mais curta e rápida é também a mais perigosa.

12 - O décimo segundo sinal de quem serve à Hierarquia é a bondade ou a boa-vontade. Um servidor da Hierarquia deseja o bem para todos, até para aqueles que não podem viver segundo suas normas. Pensa bem, fala bem e atua em favor do bem, sem discriminação, porque sabe que tendo completa boa-vontade, transmite a vontade de quem governa o universo. Todo discípulo verdadeiro é um servidor da Hierarquia. A Hierarquia é uma fonte de bondade. Tudo o que tenta fazer é ensinar que sejamos bons, que expressemos boa-vontade, e jamais quebrantemos esse princípio com nossos pensamentos, palavras e ações.É dito que aqueles que chegaram a ser Mestres são os que, durante milhares de anos, não caíram nas armadilhas da má intenção, da difamação e da traição. A existência de tais vícios em qualquer ser humano revela de imediato que não é um trabalhador da Hierarquia, não importando com que roupa ou posição se apresente. A bondade é a base da vida de um trabalhador da Hierarquia. Quando encontramos essas pessoas, nos sentimos seguros, protegidos e abençoados.

Vivendo na Nova Era

Portal 13 - O Portal da Criação

Calendário da Paz

Libertad

LIBERTAD Por el pájaro enjaulado. Por el pez en la pecera. Por mi amigo, que está preso porque ha dicho lo que piensa. Por las flores arrancadas. Por la hierba pisoteada. Por los árboles podados. Por los cuerpos torturados yo te nombro, Libertad. Por los dientes apretados. Por la rabia contenida. Por el nudo en la garganta. Por las bocas que no cantan. Por el beso clandestino. Por el verso censurado. Por el joven exilado. Por los nombres prohibidos yo te nombro, Liberdad. Te nombro en nombre de todos por tu nombre verdadero. Te nombro y cuando oscurece, cuando nadie me ve, escribo tu nombre en las paredes de mi ciudad. Escribo tu nombre en las paredes de mi ciudad. Tu nombre verdadero, tu nombre y otros nombres que no nombro por temor. Por la idea perseguida. Por los golpes recibidos. Por aquel que no resiste. Por aquellos que se esconden. Por el miedo que te tienen. Por tus pasos que vigilan. Por la forma en que te atacan. Por los hijos que te matan yo te nombro, Liberdad. Por las tierras invadidas. Por los pueblos conquistados. Por la gente sometida. Por los hombres explotados. Por los muertos en la hoguera. Por el justo ajusticiado. Por el héroe asesinado. Por los fuegos apagados yo te nombro, Liberdad. Te nombro en nombre de todos por tu nombre verdadero. Te nombro y cuando oscurece, cuando nadie me ve, escribo tu nombre en las paredes de mi ciudad. Escribo tu nombre en las paredes de mi ciudad. Tu nombre verdadero, tu nombre y otros nombres que no nombro por temor. Yo te nombro, Libertad. Paul Eluard

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À ETERNA JUVENTUDE

"Os jovens fazem grande esforço para adquirir títulos, de modo a assegurar bons empregos. Mas eles dificilmente se preocupam em desenvolver seu caráter e sua personalidade. Boa conduta e caráter são os requisitos mais essenciais ao homem. Eles são a base para a vida espiritual. Se o aspecto espiritual for negligenciado, o homem se torna um ser artificial, mecânico, sem nenhuma qualidade humana. Muitas pessoas hoje não entendem o que quer dizer espiritualidade. Ela é o conhecimento da Divindade, que é a verdadeira natureza do homem. A espiritualidade revela o princípio básico que é imanente a todos e sustenta o Cosmos inteiro."

Sathya Sai Baba


Então pode se dizer para todo o jovem (Nós) do 3° Milênio que desponta:
Nenhum conhecimento tem valor caso não esteja à serviço de 3 expressões:

A VIDA e sua sustentabilidade.
A CRIAÇÃO na forma de alegrias para todos.
A UNIÃO que realiza a compreensão compassiva que Somos UM só com a Terra.

Nossa grande família somos todos nós, sem distinções.
Quaisquer laços relacionais que, de uma certa forma, nos separem desta compreensão, são laços prejudiciais ao todo e, também, laços prejudiciais a nós. É simples compreender esta verdade: muitos hoje estão dizendo: "cuido da minha família, o resto que se dane!" Mas como é possível cuidar da família se o resto está se danando? Este "resto" contém a família. E assim acontece, também, com grupos maiores: religiosos, culturais, científicos, políticos, corporativos, etc... grupos, grupos, grupos. Grupos que, sem perceber, na maioria das vezes, ampliam-se de um ego individual para um ego coletivo. Que grupo possuem os pássaros? Que grupo possuem as árvores? Que grupo possuem os excluídos? Ora grupo algum! Não se engajam em grupos, pois sabem que são o Todo em diferentes formas de expressão e que do Todo também recebem a expressão que garante a Vida. Sabem do "Algo em Comum", pois vivem na mesma casa Terra, este útero universal que gesta as Expressões de Vida, Consciência e Evolução para todo o Universo. Este Ser Gaia que acolhe o Sopro da Sabedoria Suprema que, em conjunto com Nós, seus filhos e filhas, amplia-se em compreensão sobre si mesmo, evoluíndo em Consciência Ser e Amor. Somos apenas "personificações" do Transcendente, assim como os pássaros são "passarificações" do Transcendente, as árvores, "arvorificações" do Transcendente...

Não nos devemos apegar a nossa personificação. Ela é somente um instrumento, precioso sim, da atuação da Sabedoria Universal no Mundo. Em verdade, somos o Transcendente em forma de pessoa, uma forma da evolução que é capaz de imanar conscientemente este Transcendente em Bondades Materiais, Sabedorias Iluminadas e Compaixões Espirituais para todos - esta é a preciosidade da Vida Humana que recebemos!

Então, toda a vez que não "personificamos" este Transcendente e "personificamos" seja lá o que for, incorremos em relações amedrontadas, obscuras e tiranas, pondo em risco a linda expressão da Vida como um todo, em sua saúde, sanidade e humanidade, inclusive a nossa própria e "personificada" expressão de Vida.

À Juventude em nós cabe a constante Criação de Processos de Bem-viver que sirvam ao Bem-comun. Caso contrário, na correrria que um sistema falseado nos impõe, começamos a acreditar que não há tempo para auto-dedicação carinhosa e, então, desaprendemos o que seja o amor também para com os outros ao nosso redor. Nosso tempo de dicado é amor. O amor dedicado é nosso tempo.

O que adianta, daí, todo o conhecimento científico adquirido se não há amor e dedicação suficientes para aplicá-lo em benefício de todos? O que adianta, daí, toda a cultura e tradição acumulada, se não estiverem atuando em prol da felicidade de todos?

Já foi dito que a melhor religião é o amor. Que nossa raça é a terráquea, ou seja, pertencemos à Terra, com tudo que pertence à Terra. Que estamos todos no mesmo barco e que estes limites ilusórios de fronteiras e países só nos faz iludirmo-nos que "em meu 'quadrado' está tudo bem". Até tem um ritmo atualmente cantando isto (!) "cada um no seu quadrado"...

A inversão que têm a pretensão de pensar qua a Terra e as coisas da Terra pertencem à nós é uma inversão que nos torna pobres, por mais ricos em recursos que sejamos. Estes que pensam assim, em auto-benefício de "ganhar" o mundo somente para si ou para alguns poucos, acabam por perderem-se de sua LUZ INERENTE, sua ALMA, pois subjugam-se ao mundo, escravizando sua criatividade inata em benefício de padronizações e massificações para faturamentos e interesse de poucos, não visnado ao bem-comum, sejam eles de ordem econômica, de movimentos sociais e ideológicos, de dogmas e métodos culturais, religiosos, filosóficos, doutrinais e científicos... É a ilusão do poder localizado para pessoas que perecem no tempo ao invés de localizar este poder para toda a Terra que permanece no tempo como esta preciosa plataforma de Evolução da Vida que ela é.

Percebamos todos que todos os benefícios compartilhados compartilharão os benefícios!
Aqueles que já ocupam posições de conforto, continuarão em suas posições de conforto, até mais, libertados do medo agora, pois todos terão conforto e não será mais necessário se proteger daqueles que se revoltam, pois todos estarão bem.

Está é a juventude que a Consciência Humana está adquirindo:
Criar União para a sustentabilidade da Vida.
Vibrar Amor que cultive bons Ares de contato.
Manifestar a Verdade que ilumina e aquece como o Fogo.
Fluir a Paz que movimenta como a Água.
Dar Forma à Boa Ação que enriquece a Terra e toda a sua fertilidade.

Não à Vida artificializada, mecânica e autômata!
Não à Vida obscura, meramente informativa e sem Lucidez pela perda dos referencias de Essência!
Não à Vida de subjugações, manipulações e tiranias!

A Bondade, Alegria e Compaixão por todos os Seres nos faz personificações do Transcendente.
E como diz um irmão tibetano, Sogyal Rinpoche:

"É para personificar o Transcendente que estamos aqui."

OM Geraldo Mikal dos Kumaras, OMSG

Prece a Sete Direções Galácticas

Desde a Casa Leste da Luz Que a sabedoria se abra em Aurora sobre nós Para que vejamos as coisas com claridadeDesde a Casa Norte da Noite que a sabedoria amadureça entre nós para que conheçamos tudo desde dentro Desde a Casa Oeste da Transformação que a Sabedoria se transforme em ação correta para que façamos o que tenha que ser feito Desde a Casa Sul do Sol Eterno que a Ação correta nos dê a colheita para que desfrutemos os frutos do ser Planetário Desde a Casa Superior do Paraíso Onde se reúnem a Gente das Estrelas e os Antepassados Que suas bênçãos cheguem até nós agora Desde a Casa Interior da TERRA que o pulsar do Coração de Cristal do Planeta nos abençoe com suas harmonias para que acabemos com as guerras Desde a Fonte Central da GALÁXIA que está em todas as partes ao mesmo tempo que tudo se reconheça como LUZ DE AMOR MÚTUO.AH YUM HUNAB KUEVAN MAYA E MA HO! (Salve a harmonia da mente e da natureza) A CULTURA GALÁCTICA VEM EM PAZ.

Flor de Lótus

O lótus é um dos oito símbolos auspiciosos e uma das mais pungentes representações do ensino budista. As raízes do lótus estão na lama, o caule cresce através da água, e essa metáfora fortalece a flor perfumada que desabrocha sua beleza acima da água a cada raio de sol.
Este padrão de crescimento significa o progresso da alma que mesmo adversa vindo da lama materializa-se na primavera e sobrepõe-se a todas as adversidades. Embora haja outras plantas que nasçam acima da água, apenas o lótus que devido à força do seu caule, sobe de oito a doze centímetros acima da superfície demonstrando a sua grandeza e exuberância.
De acordo com o Lalitavistara, "o espírito do melhor dos homens é impecável, tal como o lótus na água enlameada que não aderem a ele."
De acordo com outro especialista, esotérico budista, "O coração dos seres é como uma lótus fechada: quando as virtudes do Buda desenvolver neles, o loto ira floresce; é por isso que Buda sempre esta representado em um lótus florescente".
O lótus é uma das melhores metáforas do budismo aparece em todos os tipos de arte budista em todas as culturas budista elas muitas vezes embelezam as artes têxteis, cerâmicas e arquitetura. A mais importante divindade budista "Buda" é associada a lótus, por estar sentada sobre uma em plena floração ou tela em suas mãos isso aparece em algumas imagens do Buda de pé ou cada pé repousa sobre um lótus separada. A cor do lótus tem uma influência importante sobre a simbologia associada a ela:
Lótus Branca: Esta representa o estado de perfeição espiritual e mental total pureza e proclama a sua natureza perfeita, uma qualidade que é reforçado pela cor de seu corpo.
Lótus Rosa: Este supremo do loto, geralmente reservada para os mais altos deidade. Assim, naturalmente, é associado com o Grande Buda.
Lótus Vermelho: Isto significa a natureza original e pureza do coração (hydria). É o loto de amor, compaixão, paixão e todas as outras qualidades do coração. É a flor de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da compaixão.
Lótus Azul: Este é um símbolo da vitória do espírito sobre os sentidos, e significa a sabedoria do conhecimento. Não é surpreendente que sejam as flores preferidas de Manjushri, o Bodhisattva da sabedoria.

COMO ENTENDER A SUA ONDA ENCANTADA?

AQUI ESTÁ UM EXEMPLO DE COMO INTERPRETAR A SUA ONDA ENCANTADA, NO MEU CASO, ESTOU NA ONDA ENCANTADA DO MACACO MAGNÉTICO, SOU TORMENTA SOLAR - KIN 139, ENTÃO VOU ATÉ O SITE (www.calendariodapaz.com.br) E DIGITO CADA KIN DA MINHA ONDA PARA ENTENDER CADA UM DELES:

SOU Tormenta Solar Azul
Pulso com o fim de catalizar
Realizando a energia
Selo a matriz da autogeração
Com o tom solar da intenção
Eu sou guiado pelo poder da visão
'Arrisco-me sem medo, atravesso as muralhas e poderei escolher minha própria realização.'

MINHA ONDA:

MEU PROPÓSITO?

Macaco Magnético Azul
Unifico com o fim de brincar
Atraindo a ilusão
Selo o processo da magia
Com o tom magnético do propósito
Eu sou guiado pelo meu próprio poder duplicado
'Começo a brincar com a minha teimosia e a processar a magia da mudança.'

MEU DESAFIO?

Humano Lunar Amarelo
Polarizo com o fim de influenciar
Estabilizando a sabedoria
Selo o processo do livre-arbítrio
Com o tom lunar do desafio
Eu sou guiado pelo poder do florescimento
'Hoje tenho um sorriso e minhas mãos para compartilhar os desafios.'

COMO POSSO SERVIR MELHOR?

Caminhante do Céu Elétrico Vermelho
Ativo com o fim de explorar
Vinculando a vigilância
Selo a saída do espaço
Com o tom elétrico do serviço
Eu sou guiado pelo poder da navegação
'O caminho para chegar ao conhecimento da verdade é atravessar o horizonte do temor, servindo.'

QUAL É A FORMA DE AÇÃO?

Mago Auto-existente Branco
Defino com o fim de encantar
Medindo a receptividade
Selo a saída da intemporalidade
Com o tom auto-existente da forma
Eu sou guiado pelo poder do coração
'Hoje, aproveito a ocasião para fazer que outros conheçam a verdade, em uma forma sábia e discreta, como um mago.'

QUAL É O MELHOR MODO DE ME POTENCIALIZAR?
Águia Harmônica Azul
Potencializo com o fim de criar
Comandando a mente
Selo a saída da visão
Com o tom harmônico da radiação
Eu sou guiado pelo poder da abundância
'Faço tudo o que posso para limpar a mente de intenções enganosas e, assim, poder comandar.'

COMO POSSO ORGANIZAR-ME RUMO À IGUALDADE?

Guerreiro Rítmico Amarelo
Organizo com o fim de questionar
Equilibrando a intrepidez
Selo a saída da inteligência
Com o tom rítmico da igualdade
Eu sou guiado pelo meu próprio poder duplicado
'Na medida em que renuncio ao passado, equilibro-me com ritmo e deixo fluir vitalidade.'

COMO POSSO SINTONIZAR O MEU SERVIÇO?

Terra Ressonante Vermelha
Canalizo com o fim de evoluir
Inspirando a sincronicidade
Selo a matriz da navegação
Com o tom ressonante da harmonização
Eu sou guiado pelo poder da água universal
'Para evoluir e sincronizar-me, devo pensar, sentir e decidir por mim.'

EU VIVO AQUILO EM QUE ACREDITO?

Espelho Galáctico Branco
Harmonizo com o fim de refletir
Modelando a ordem
Selo a matriz do infinito
Com o tom galáctico da integridade
Eu sou guiado pelo poder do espírito
'Se hoje nos concentrarmos em olhar mais o dia do que a noite, poderemos refletir Deus.'

COMO ATINGIR O MEU PROPÓSITO?

Tormenta Solar Azul
Pulso com o fim de catalizar
Realizando a energia
Selo a matriz da autogeração
Com o tom solar da intenção
Eu sou guiado pelo poder da visão 'Arrisco-me sem medo, atravesso as muralhas e poderei escolher minha própria realização.'

COMO APERFEIÇOAR O QUE FAÇO?

Sol Planetário Amarelo
Aperfeiçôo com o fim de iluminar
Produzindo a vida
Selo a matriz do fogo universal
Com o tom planetário da manifestação
Eu sou guiado pelo poder da elegância
Sou um kin polar. Estendo o espectro galáctico amarelo
'Aperfeiçôo minha iluminação, harmonizando meus pensamentos com amor, para poder definir-me.'

COMO LIBERTAR E DEIXAR IR?

Dragão Espectral Vermelho
Dissolvo com o fim de nutrir
Libertando o ser
Selo a entrada do nascimento
Com o tom espectral da liberação
Eu sou guiado pelo meu próprio poder duplicado
'Ponho em ordem minha liberação, através do conhecimento e da magia de brincar com a vida, sem ofender-me.'

COMO ME DEDICAR A TUDO O QUE TEM VIDA?

Vento Cristal Branco
Dedico-me com o fim de comunicar
Universalizando o alento
Selo a entrada do espírito
Com o tom cristal da cooperação
Eu sou guiado pelo poder da intemporalidade
'Ainda que seja um desafio, mudo minha forma de pensar e, no 'aqui e agora', me dedico e coopero.'

COMO AUMENTAR A MINHA ALEGRIA E MEU AMOR?

Noite Cósmica Azul
Persevero com o fim de sonhar
Transcendendo a intuição
Selo a entrada da abundância
Com o tom cósmico da presença
Eu sou guiado pelo poder da realização
'Hoje estou vivendo com a imagem da abundância e as portas da realização estão sendo abertas.'

CASO PRECISEM DE ALGUMA AJUDA, ESTOU À DISPOSIÇÃO NO E-MAIL: patpollone@gmail.com
LUZ E PAZ
Pat Poll

O que é permacultura?

Histórico: A permacultura, também chamada de "agricultura permanente", começou por volta de 1975, 1976, com as idéias de Bill Mollison na Austrália sobre um modo diferente de se pensar a disposição das espécies vegetais, mais próximo dos ecossistemas naturais. Viajando para os Estados Unidos, Bill e outros pioneiros difundiram suas teorias até conseguirem a construção de um Centro Rural de Educação, primeira instituição oficial da permacultura neste país.
Princípios: Nesta corrente se procura praticar uma agricultura da forma mais integrada possível com o ambiente natural, imitando a composição espacial das plantas encontradas nas matas e florestas naturais. Envolve plantas semi-permanentes (mandioca, bananeira) e permanentes (árvores frutíferas, madereiras, etc), incluindo a atividade produtiva de animais. Trata-se, pois, de um sistema "Agrosilvopastoril", ou seja, que busca integrar lavouras, com espécies florestais e pastagens e outros espaços para os animais, considerando os aspectos paisagísticos e energéticos, na elaboração e manutenção destes policultivos (diversas culturas convivendo no mesmo espaço)

Fonte: http://www.planetaorganico.com.br/permacult.htm

Antes que comecem:

Não,eu não sou um pseudomestre, nem um quase-Jesus, um iluminado (apesar do nome). Apenas fui homem o suficiente pra dar o primeiro passo em direção a eles. E tudo o que eu colhi aqui na Terra foi incompreensão, ingratidão e inveja. Óbvio, pois que a Terra não é um playground. Não estou aqui para ser coberto de glórias, nada aqui me interessa, pois nada daqui é permanente. Gostaria MUITO que meus parentes e amigos pudessem me acompanhar, pois o que mais me dói é ver as pessoas afundando a olhos vistos e não poder ajudar, por ser falível e correr o risco de afundar junto com eles, como quase aconteceu. Repassar o que eu sei é a minha maneira de ajudar, no momento.

(acid)